Sobrancelhas
Sobrancelhas são muito esquecíveis pra mim.
Acordo, como, durmo, arrumo casa… E nem noto que elas estão ali traduzindo pro resto do mundo alguma coisa que eu ainda não disse (e talvez nem diga).
Ficamos tensos, putos, preocupados, e elas tentam se juntar no meio da testa. “ninguém solta a mão de ninguém.”
Fico sabendo de uma fofoca pesadíssima e elas se esticam, já querendo passar o babado forte adiante, pro topo da cabeça.
O tédio da segunda feira faz elas darem uma deitadinha. A estranheza de uma pessoa falando merda na internet, deixa elas meio indecisas do que fazer. Uma sobe, a outra desce, rola uma tremidinha…
Fato é: eu tava com um problema muito grande pra resolver. Muito grande mesmo, do tipo que tira o sono.
Mentira. Pensei nisso agora de manhã.
Penso que o nome “Sobre Essência" (que era o nome dessa newsletter) é excelente pra um espaço onde se fala sobre autoconhecimento e psicologia analítica. Mas é meio ruim pra uma newsletter de crônicas.
Ao mesmo tempo, queria preservar alguma coisa do nome antigo.
“Sobrancelha”…
É o que veio na minha cabeça.
Mas aí surge um outro problema: preciso de uma justificativa justa pra esse nome.
Perfeito. Obrigado, Google.
Não pretendo virar um design de sobrancelhas, até porque eu cago solenemente para as minhas. Frida Kahlo se orgulharia da minha monocelha. Ou não. Porque ela não parecia se importar.
Mas a coisa de ser fundamental para expressar nossas emoções, isso sim, parece combinar bem com uma newsletter de crônicas (ou tentativas de “cronicar”).
Então é isso. Sobrancelhas.
Você tem cuidado das suas emoções sobrancelhas?





Você arrasa amg 👏👏👏👏👏
Muito bom!😁👏